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Sinopse
Um 747 voando em círculos pelos céus de Salvador em meio a fortes turbulências. Três passageiros experimentam o tormento e a confusão da morte iminente. O paradoxal e sinuoso mundo da mente humana. Estes são os ingredientes de Três Elefantes Na Ópera , terceiro livro da carreira de Rogério Menezes. Aos 44 anos, o jornalista e cronista do Correio Braziliense retorna à literatura contando a história de João, Maria e José, que se encontram fortuitamente em um vôo de avião. O livro é uma mistura de f ragmentos de realidade misturados com ficção. O personagem de João foi inspirado num caso que o autor ouviu de uma enfermeira do Hospital Albert Einstein. Já José é um jornalista homossexual e Maria, um somatório de várias pessoas que passaram pela v ida de Rogério Menezes. Três Elefantes Na Ópera foi escrito enquanto o autor vivia em Salvador, sob o título de Um elefante na ópera. Escondido no fundo de uma gaveta, o manuscrito acabou sofrendo com o severo senso crítico do autor. "Fui até uma caç amba e deixei os originais lá," confessa. Mas o argumento do livro o perseguia sem descanso. Em janeiro de 2000, de férias em Goiás Velho, foi atacado pelo vírus da escrita e teve a idéia para a nova versão do livro. "Fui para Sevilha logo depois," c onta Rogério, "e quando voltei, pedi uma licença para o jornal. Escrevi o livro em 30 dias." Dividido em duas partes, Três Elefantes Na Ópera abre, na primeira parte, com versões conflitantes para o incidente ocorrido durante uma viagem aérea. Já na segunda, cada um tem sua história esmiuçada em capítulos à parte. Cada qual com o nome de um dos personagens. "Queria que os títulos dos capítulos lembrassem os nomes dos livros da Bíblia," explica o autor. "Existe o livro de João, o livro de Maria e o livro de José." As referências à religião apenas reitera a relação das pessoas com Deus, já que os personagens passam metade da trama em conflito com o divino. Três Elefantes Na Ópera traz, ainda, muitas citações da música pop, que reflete o ritmo do livro. "Sou meio um velho pop, criado nessa cultura," brinca. Rogério Menezes é jornalista e escritor. Publicou o romance Meu nome é Gal, em 1984 e o livro-reportagem Um povo a mais de mil - os frenéticos carnavais de baianos e caetanos, em 1994. Atualmente, é cronista diário do jornal Correio Braziliense.
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